A operação mais simples com opções: comprar uma call apostando na alta do ativo.
A Compra de Call, chamada no Brasil de "compra a seco", é a operação mais básica com opções. Você compra uma opção de compra (call) pagando o prêmio, e tem o direito — mas não a obrigação — de comprar o ativo no preço de exercício (strike).
Se o ativo subir acima do strike + prêmio pago, você lucra. Se não subir o suficiente, a opção perde valor com o tempo e pode "virar pó" (expirar sem valor).
É uma operação de alto risco relativo ao capital investido: você pode perder 100% do prêmio pago. Porém, o prejuízo máximo é limitado ao valor investido, enquanto o potencial de ganho é teoricamente ilimitado.
Muitos iniciantes começam comprando "pozinhos" — calls deep OTM muito baratas (R$ 0,01 a R$ 0,10). A probabilidade de lucro é baixa, mas o retorno percentual pode ser enorme se o ativo disparar.
| Lucro máximo | Ilimitado (teoricamente) |
|---|---|
| Prejuízo máximo | Limitado ao prêmio pago |
| Breakeven | Strike + prêmio pago |
| Efeito do tempo | Muito desfavorável. O theta corrói o valor da call a cada dia. A perda por tempo acelera nas últimas 2-3 semanas. |
| Impacto da IV | Alta IV encarece a entrada. Queda de IV após a compra é desfavorável. Comprar call antes de eventos (earnings) pode ser caro por causa do IV crush. |
É uma call (ou put) deep OTM muito barata, geralmente custando centavos (R$ 0,01 a R$ 0,10). Tem altíssima probabilidade de virar pó, mas se o ativo fizer um movimento extremo, o retorno percentual pode ser explosivo.
ATM tem delta mais alto (maior sensibilidade ao ativo), mas é mais cara. OTM é mais barata mas precisa de um movimento maior para dar lucro. ITM se comporta mais como a ação, com menor risco de virar pó.
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