Compra de opções muito baratas (OTM profundo) apostando em movimento forte. Alto risco, altíssimo retorno potencial.
O "Pozinho" é uma expressão tipicamente brasileira para opções que custam centavos — geralmente deep OTM, próximas do vencimento. São chamadas assim porque "já viraram pó" ou estão prestes a virar.
A estratégia é simples: comprar uma quantidade grande de opções baratas apostando num movimento forte do ativo. Se o ativo não se mover o suficiente, perde-se 100% do investido. Se mover, o retorno pode ser de centenas ou milhares por cento.
É a "loteria" do mercado de opções. Matematicamente, a expectativa é negativa — mas casos espetaculares de lucro alimentam a fama. Operadores sérios limitam o pozinho a uma fração pequena do portfólio (1-2%).
| Lucro máximo | Teoricamente ilimitado (se o ativo explodir na direção) |
|---|---|
| Prejuízo máximo | 100% do valor investido (prêmio total pago) |
| Breakeven | Strike + prêmio pago por opção |
| Efeito do tempo | Extremamente desfavorável. Theta devora o valor rapidamente. |
| Impacto da IV | Alta de IV ajuda muito (opções baratas têm vega alto em percentual). Queda de IV mata. |
Estatisticamente, a grande maioria vira pó. Mas eventos extremos (notícias, fusões, resultados surpreendentes) podem gerar retornos absurdos. Trate como loteria: invista apenas o que está disposto a perder completamente.
Depende do capital que você aceita perder. Se seu limite é R$ 50, compre quantas opções R$ 50 compra. O que importa é o valor total em risco, não a quantidade.
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